Saturday, October 07, 2006

Ceder ou não ceder?


Em conversa com uma amiga próxima, ela contou-me de uma coisa que se tinha passado com ela e como ela tinha ficado bastante abalada.

Ela tinha conhecido uma pessoa com quem tinha algumas afinidades, mas desde o início das conversas ficou bastante marcado que o objectivo entre os dois era o sexo. Foi dito logo desde o início sem floreados que era para isso que eles tinham de se encontrar. Não, não era para beber um café e estarem um pouco juntos á conversa, era mesmo para sexo. Sexo puro, sem tabus nem dramas porque ambos pensavam da mesma forma. Ora a meio de tanta conversa (foram quase três semanas á conversa um com outro , sendo que o assunto era quase sempre sexo), acabaram por dizer que tinham outras pessoas. Portanto ele tinha alguém e ela também…

Bem, não se importaram com isso e continuaram a falar de Sexo e de como o fariam quando estivessem juntos.

Passadas então três semanas encontraram-se…

Quando se viram, o tesão foi arrebatador e superior a tudo e todos. Romperam-se, rasgaram-se, lamberam-se e viram-se deitados na cama já descansados…

Depois de alguma conversa ele disse-lhe que não se estava a sentir muito á vontade e pediu-lhe imensas desculpas mas que nunca pensou que se fosse sentir realmente mal depois de ter um caso por fora. Era a primeira vez que ambos traiam as pessoas com quem estavam…

Ele sentiu-se mal e ela sentiu-se furiosa, usada e enganada…

Curiosamente e após algum tempo de reflexão, foi ela que se sentiu mal. É estranho, ele sentiu que algo estava mal, que amava demais a pessoa com quem estava. E ela não o sentiu e no entanto ela sabia que a pessoa com quem estava era realmente a melhor coisa que lhe tinha acontecido, que era um amor daqueles que não acontecem muitas vezes na vida, ela sabia disso e mesmo assim foi…

A vergonha subiu-lhe então ao rosto e ao cérebro…

Como terá sido então possível que ela, tão racional, se tivesse deixado levar pelos seus instintos mais básicos? Esquecendo-se de tudo á sua volta?

Eles falaram um com o outro e pelo que sei ficaram bem, mais ou menos amigos mas nunca mais amantes, eram ambos pessoas apaixonadas e não era um pelo outro.

Mas e então é isso amar?

È isso que deveremos fazer? Não ceder aos instintos?

Tudo bem…

Mas então e quando não o fazemos? Quando nos deixamos arrebatar pelos instintos? Somos animais? OU já não somos então mais merecedores do amor da pessoa que amamos? Ou ainda será que isso quer dizer que já não amamos a outra pessoa?

Grandes reflexões fizemos juntas eu e a minha amiga…

Chegamos a algumas conclusões…

Nenhuma definitiva! Porque nenhum ser humano é definitivo, nos mudamos consoante as experiências que temos, estamos mesmo em mudança e a prova é esta mesmo. Nos nunca pensaríamos desta forma há 5 anos atrás… e Muito provavelmente vamos pensar de outra forma daqui a 5 anos…

E vocês? O que acham?

Deveremos ceder ou não?

E qual das opções é que vai fazer de nos um ser humano melhor?

2 comments:

WildDevil said...

È muito ceder aos instintos que nascem dentro de nós, somos almas pensantes dentro de corpos puros a animais, tantas foram aqueles que escreveram sobre esta luta, uns diziam ser a luta do bem contra o mal, da imoralidade contra a moral, eu acho que apenas somos humanos.

Beijos

ManueldaMata said...

Não foi e não é mais do que uma grande confusão de sentimentos e de falta de algum amadurecimento dos dois intérpretes.
O sexo está, e deve estar, para o amor como o amor para o sexo.
Quem ama ama incondicionalmente.
Claro está que quem ama também não está isento de falhas.
Logo, mais cedo ou mais tarde, reconhece-se a falta e o que a seguir, tal como ao caso, esses actos fazem sofrer.
E não foram sequer ouvidas, porque devem decerto desconhecer esses factos, os terceiros envolvidos com as duas pessoas em apreço.
Portanto, fico-me com a minha ideia básica: evitar a todo o custo sofrer e fazer sofrer o outro.
Melhor, o sexo é uma arma demasiado poderosa, não devendo, portanto, ser manuseada por meros impulsos.

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